domingo, 24 de fevereiro de 2013

Corredores de rua crescem 15% em 2012 no Estado de São Paulo

Como a estatística é da Federação Paulista de Atletismo, não sabemos o número total de corredores brasileiros, mas sabemos que São Paulo tem se tornado o polo dos eventos de corrida de rua nos últimos anos. O levantamento feito pela Federação Paulista de Atletismo mostra uma evolução de 15% no número de corredores em 2012, comparado com o ano anterior. Participaram das 311 provas oficiais realizadas no Estado 533 mil corredores contra 464 mil em 2011. Mais impressionante do que isso é a informação que em 2005 foram realizadas apenas 168 provas. O número de provas praticamente DOBROU em 7 anos. Desta forma, como planejar a cultura do longo prazo? Temos profissionais preparados? Há infra-estrutura na cidade/estado para o número crescente de corredores nas ruas?
Uma curiosidade que eu gostei bastante é o que os meses mais frios concentram o maior número de provas realizadas no estado: maio (37), agosto (35) e setembro (36).
Os homens ainda são a maioria dos praticantes, com 67,94% na última temporada. As mulheres somaram 32,06%, mas a participação de mulheres em provas tem crescimento maior que o sexo oposto, demonstrando mais uma vez que definitivamente elas estão deixando de ser o sexo frágil. Em 2012, 171 mil mulheres provocaram crescimento de 23%, enquanto os 362 mil homens subiram 12% em relação ao ano de 2011. Eu me orgulho bastante de participar das provas com minhas amigas, e sempre que posso dou o maior apoio para elas.


Evolução das corridas oficiais de rua e número de praticantes em São Paulo:
2005 - 209.501 - 43,47% de crescimento - 168 provas
2006 - 233.557 - 11,48% de crescimento - 182 provas
2007 - 283.960 - 21,58% de crescimento - 195 provas
2008 - 372.352 - 31,13% de crescimento - 217 provas
2009 - 401.465 - 7,82% de crescimento - 240 provas
2010 - 416.210 - 3,67% de crescimento - 287 provas
2011 - 464.057 - 11,50% de crescimento - 298 provas
2012 - 533.629 - 14,99% de crescimento - 311 provas

*Dados da FPA

Neste contexto, muita gente trocou a profissão para fazer o que realmente gosta, outros se especializaram e buscam melhorar a prática do esporte, outros se aproveitam para aparecer e criar "estrelismo" pelas redes sociais e eventos. Espero que o esporte siga de forma íntegra e saudável, sem excluir quem tiver vontade de fazer. Afinal, este é o esporte mais democrático que existe, e a cada ano vem atraindo mais adeptos.
Uma questão para os governantes é buscar formas de atender a demanda deste público dentro dos espaços da cidade. Questões como segurança, transporte, áreas de lazer e sustentabilidade devem ser planejadas para os próximos anos.

2 comentários:

Josiane Caetano disse...

Olha, pra ser sincera, especialmente em inscrições com preços caros, tenho visto mais pessoas afim de um click que desenvolver habilidades na corrida, ou até mesmo, ter amor por ela. Se um dia passar a "moda" da corrida, logo estarão eles no outro esporte do momento. Mesmo assim, acho que há um ponto bom em tudo isso: a criação de lugares para a prática deste esporte tenderá a aumentar juntamente com os seus praticantes. Bem, pelo menos é o meu lado otimista falando, sonhando com o dia em que me preocuparei mais com a corrida que em me desviar de carros donos do mundo.

Ismael Paulo Santos disse...

Concordo totalmente Josiane! Estes foi um dos motivos que me levou a fazer muito menos provas nos últimos anos. Virou algo de modinha, pra inglês ver. Um esportista tem que treinar umas 10 vezes mais do que o trecho da prova, e não precisa pagar para treinar. Como sou admirador de arquitetura e pesquiso sobre urbanismo a um bom tempo, também espero que essa leva de pessoas tragam novas necessidades para a cidade, e que a cidade se ajuste a este público. Menos carros, outras modalidades e transporte decentes e acessibilidade entre todas as áreas da cidade para que possamos usufruir muito mais!
Forte abraço,