quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

LA PRIMA RUNNING [Primeira corrida de 2013]

Foto: Centro SP - Praça Paulo Kobayashi

Pra mim, muito mais importante que a São Silvestre, (a ~última corrida do ano~), é a minha tradicional corrida no PRIMEIRO dia do ano.
É estranho, pois no dia 31, todos estão felizes, cumprimentando uns aos outros, alegres e com a pretensão de esperar até a meia noite imaginando que desta forma as coisas irão mudar ou melhorar no próximo ano. Muitas pessoas nem querem pensar em corrida neste último dia do ano, mas muita gente também pensa o contrário, e tá aí a São Silvestre que não nos deixa mentir.
O engraçado na tradição é que muitas coisas sempre são prometidas para o último dia do ano. Muita gente procura seguir algum ritual ou fazer algo diferente, justamente no fim do ano achando que as coisas vão mudar ou melhorar, como escolher cor de roupa para passar o ano, pular onda no mar, estourar champanhe e até escolher roupa íntima pela cor, como se isso mudasse as perspectivas futuras (e a maioria dessa gente já esqueceu tudo o que fez ou prometeu em fevereiro).
Por isso, o último dia do ano não tem muito significado pra minha pessoa. Tudo depende da cultura em que você está inserido. Se morasse na china, iria comemorar lá pelo mês de março. Se fosse em algum país do Oriente médio, seria em outra data, e por aí vai...
Desta forma, passei a considerar muito mais o que é realizado no primeiro dia do ano como algo importante para levar consigo no novo ciclo. A disciplina de todos os finais de semana (de acordar quase duas horas mais cedo que nos dias da semana), os treinos, a constância e frequência é que fazem de você o que realmente você almeja ser.
Então, não importa que horas eu vá dormir no dia 31/12, eu sempre vou correr no primeiro dia do ano. E a diferença é gritante para um pequeno período de 24 horas. Se você tem que fazer algo no dia 31, é bem provável que vá passar nervoso em algum momento do dia, seja por fila em algum lugar, supermercado, estacionamento, estrada, seja o que for. Já no dia 01/01, se você sair de casa (muita gente não sai mesmo), é bem capaz de não pegar transito algum após o momento da ~Virada~.
Banca de Jornal no Bairro da Liberdade
Grafite na Banca de Jornal no Bairro da Liberdade

Então, prefiro seguir sozinho o meu caminho no primeiro dia do ano, rumo ao Running na cidade fantasma. Em outros anos, já cheguei a convidar algumas pessoas a realizarem o treino comigo, mas ninguém se prontificou a correr. Eu entendo: Somente os loucos fazem uma coisa dessas. E eu sou um louco!
No ano de 2012, iniciei meu treino no Parque do Ibirapuera, e fui em direção ao centro e Avenida Paulista, voltando pela 23 de Maio. Nesse ano, como já estava cansado de tanto dar Check-In no Ibira, resolvi sair da Liberdade. Estava afim de fazer um treino diferente...

Bairro da Liberdade - Reduto da Colônia Japonesa em São Paulo
Isso só é possível no primeiro dia do ano!

Quem já me conhece sabe a afinidade que eu tenho por arte e cultura oriental. Não sei bem explicar o porque, talvez porque desde cedo minha mãe vivia contanto histórias das amigas dela que tinham vindo do Japão, e desde minha infância até a adolescência vivi cercado de fatores que me aproximaram da cultura Japonesa. Nos últimos meses, estava concentrado na leitura do livro Corações Sujos, que conta uma pequena parte da história da imigração Japonesa aqui no Brasil, e os conflitos entre as comunidades dos imigrantes na metade do século XX. Como estava imbuído de histórias orientais, não pude deixar de correr no bairro que frequentei muito durante meus 17~21 anos, na época em que ia alugar CD's de bandas japonesas e comprar Mangás e dicionários para estudos. Já saí de casa decidido a iniciar o treino por lá.
Quando cheguei, que diferença! Tudo vazio! Quem é louco de estar de pé nas ruas no primeiro dia do ano às 9 da manhã? Os velhinhos nipônicos, claro! Poucos, mas eu avistava uma parcela deles fazendo suas compras, indo à igreja ou apenas passeando pelo bairro, como outro dia qualquer. Idosos são pessoas muito sábias, pena que a maioria dos Jovens ainda não tenham descoberto isto...

Street Art ou Arte Urbana ou Graffiti - Tudo é arte em SP
#StreetArt na Liberdade

Durante a corrida, você enxerga coisas que normalmente não veria em uma caminhada até o trabalho ou na pressa para chegar a algum lugar. Experimente passar por um lugar quando você TEM que passar por ele, e  faça a mesma experiência enquanto está treinando. Apesar do lugar ser o mesmo, sua perspectiva tende a mudar drasticamente. Não existe uma obrigação futura, não há pressa para chegar a outro lugar. Na corrida, o lugar que você passa é o lugar em que você realmente está. Já parou para pensar quantas coisas fazemos sem que estejamos pensando realmente naquilo que estamos fazendo? Sempre estamos fazendo algo já pensando na finalização ou em uma tarefa futura, ao passo que, na corrida, você tem que estar concentrado no seu momento. Pode até pensar em que rua irá seguir na frente ou que bairro irá pular, mas o momento da passada, esse você só consegue fazer quando está com o corpo e mente presentes no mesmo instante.
Desta form,a conseguimos olhar até a arte perdida pelos muros da cidade, como os grafites deixados pelos artistas de rua que se dedicam a mostrar sua arte, mesmo não recebendo absolutamente nada (na maioria das vezes) por isso.

Street Art ou Arte Urbana ou Graffiti - Tudo é arte em SP
As #StreetArt!

Quando entramos em ruas que nunca passamos, parece que uma parte do nosso cérebro é ativada ou exigida mais do que o normal. Os sentidos são aguçados: você não conhece o lugar, passa a querer entender a topologia do lugar, os riscos, as belezas, as falhas e tudo que está em sua volta. Assim me senti quando entrei em uma rua da Liberdade que encontrei esse mural multicolorido (foto acima).

Templo Budista no Bairro da Liberdade

Templo Budista no Bairro da Liberdade
Foto de Templo Budista na Liberdade

O mínimo que eu pretendia fazer eram 12KM, mas havia um problema: O bairro era muito pequeno! Eu ia cruzar as ruas várias vezes e ficar andando em círculos. Assim, resolvi circular pelo bairro, pegar as ruas que mais conheço e depois partir para o centro histórico de SP pra ver no que dá. Foram bons registros fotográficos pelo bairro, daqueles que mais parecem uma cidade fantasma e abandonada, mas não era nada disso: É que todos se acabaram na farra do dia 31 e ainda estão dormindo enquanto o dia já estava ensolarado lá fora!

Corrida treino no Bairro da Liberdade

Restaurante Chinês no bairro japonês: Liberdade tem dessas coisas

Bairro da Liberdade
Ruas vazias no primeiro dia do ano na Liberdade

Quando você corre pelas ruas, passa a observar detalhes que dificilmente conseguiria ver enquanto está ocupado dirigindo, olhando para a traseira do veículo da frente ou para a dianteira do veículo atrás de você. Enquanto corro pelas ruas, encontro respostas às minhas perguntas, sobre o amor, sobre atitude e conhecimento. Tolo aquele que não ouve às ruas, que acha que sabe de tudo e que acha que sabe sobre o amor e as demais drogas....

Muito amor, mas raiva é fundamental
 Os dizeres da ponte da amizade: Prevendo meu passado

Vouloir C'est Pouvoir: Querer é poder
Querer é poder


Hiroji Mukasa - "A humanidade é uma só".
Eu ainda acredito que a amizade é uma ponte. Por mais que palavras ditas por amigos sejam amargas e frustantes, nunca destrua uma ponte, pois não é só uma pessoa que deixa de passar por lá, mas sim uma multidão deixará de ter acesso a todo o contexto.

Bem, está tarde... tenho que descansar. Esse post está só na metade e pretendo continuá-lo em breve. Aguardem, pois tem muito mais história pra contar, nem saí da Liberdade ainda! [23/01/2013 - Continua]


[26/01/2013 - Continuando...] Logo depois de rodar a liberdade (Rodei uns 5K dentro de lá) saí em direção à Republica, e logo deparei com uma maravilhosa amostra de Arte Urbana que estava instalada na Praça Paulo Kobayashi. Já tinha passado por lá varias vezes, e uma pista de Skate que existia nessa praça tinha me chamado a atenção. Hoje foi a primeira vez que passei por lá e conheci o local. Como é dia 01, não dá pra saber ao certo como é a frequência desta praça em um fim de semana ou feriado normal. Havia apenas um mendigo dormindo na quadra de futebol, e um senhor levando o seu cachorro para passear. O que me surpreendeu nesse lugar foi a grande quantidade de boas obras de grafite em tão pouco espaço. Talvez pela existência do Half e outros espaços para a prática do Skateboard, o pessoal deve passar mais tempo neste lugar e expor mais seus trabalhos. 

Arte da Minhau
Posso estar equivocado, mas acho que este grafite é da Artista Minhau (A mesma que construiu um gato de madeira de 4 metros na Bienal)

Binho - 2012

Para quem gosta de Artes Visuais, a praça é um prato cheio para entender as formas de expressão de uma cidade como São Paulo. Quando correr por SP, não deixe de passar por lá!

Praça Paulo Kobayashi - São Paulo - Corrida de Rua
Manolas, borboletas e corujas dão vida ao cubo de concreto da praça

Tive que dar uma pequena pausa no treino, para registrar estas lindas imagens. Não vejo problemas se foi o KM mais lento do treino, eu não podia seguir em frente sem isso! rs.

Carpas que mais parecem piranhas expostas na praça






Este é o tipo de coisa que você só consegue ver se estiver correndo pela cidade. Se estiver enclausurado dentro de uma caixa de ferro (como nossos carros), possivelmente vai perder a maioria dos detalhes do lugar.
Seguindo em frente e indo em direção à república, finalmente cheguei na praça. E a constatação de que todos preferem descansar no primeiro dia do ano. Praça totalmente vazia! Não haviam pedestres, ambulantes, comerciantes ou grandes sinais de vida na praça. Apenas poucas pessoas (de branco) voltando para suas casas, ocupadas em chegar ao seu destino.

Praça da República (Pós Réveillon)

Eu costumo correr aos domingos por estes lugares. Eles costumam ser bem mais vazios do que na semana. Várias provas (quando são realizadas no centro histórico) passam por estas imediações. O asfalto não é dos melhores, mas garantem boas passadas pelo trajeto.
Outro lugar que passei foi o Santa Efigênia, lugar onde costumo fazer as compras de equipamento de Tecnologia. Outra visão bem diferente da que vejo nas manhãs de sábado, quando passo por lá e está tomada de pessoas nas calçadas e disputando o lugar nas vias com carros e motos (estranhamente quase não vejo bikes como meio de transporte). 

Quase uma rua dos anos 60 ou 70, no período da Ditadura, mas é uma rua do centro no Domingo mesmo.
Espaços urbanos como esse deveriam ser remodelados nos fins de semana para utilização da Sociedade Civil como recreação, lazer e esporte.

Outro ponto que preocupa enquanto corro pelo centro é o número de viciados em drogas e moradores de rua. QUASE não encontrei bandidos e trombadinhas, talvez porque esta hora eles não encontrem muita gente para assaltar, mas o número de mendigos que estão pelas ruas como Zumbis é considerável. Então cuidado ao correr por esta região. Prefira lugares com maior movimento como avenidas principais, bairros mais seguros (com a presença de policiais ou quartéis/delegacias) e sempre que puder corra pelas calçadas. Pois o número de pessoas que estão voltando da balada às 07:00, 08:00 da manhã é bem grande.
Como eu disse que quase não vi assaltantes. Um caso ocorreu bem na estação da Luz enquanto eu estava correndo. Não me prendi a detalhes sobre o ocorrido, mas aparentemente alguns moradores de rua abordaram um grupo de chineses que passavam pela região, e chamaram a polícia para reaver o que quer que tenha sido roubado:

Nem tudo são flores no primeiro dia do Ano. Morador de rua é acusado de assaltar um grupo de chineses na região da Luz

Bem, segui o treino e registrei algumas cenas do bairro da Luz, que poderia ser um ótimo lugar para treinos, se não fosse o número de pessoas estranhamente "sem nada para fazer" numa manhã. Além disso, é claro o número de usuários de drogas que vagam pela região, aumentando assim a probabilidade de você não terminar seu treino com o tênis, celular ou relógio mais bacaninha...

Mas acontece que eu acredito em você Luz, e mesmo com todos os seus defeitos eu gosto de ti!
Você é parte importante da cidade, e não pode ser esquecida! Esteja como estiver, vou sempre correr em torno de você e admirar sua história, seus encantos e entender seus defeitos. Assim são as coisas: Nada é perfeito. Eu te entendo, Luz.

Estação da Luz à frente. Ao fundo, mural do artista Daniel Melim
Na frente, detalhe da arquitetura da estação Luz, no centro velho de SP. Ao fundo, mural que Daniel Melim pintou perto da estação da Luz, com 33 metros de altura. Forte influência da Pop Art na região.

Lux Station
Fachada da estação da Luz, em um belo dia de Sol do início do ano de 2013

Bem, eis um belo exemplo abaixo sobre a deterioração do bairro.
FELIZ ANO NOVO! Só que não!
 Morador de rua, de boa (e de fogo), no primeiro dia do ano
Bad Year's Eve
Dorgas, manolo!

Adentrando o parque, como de costume, avistei muitos chineses que moram na região. Eles parecem não gostar muito de registros fotográficos (muitos deles, quando viram minha câmera, trataram de virar o rosto na direção contrária). Tentei fazer uma composição com a senhora abaixo e a escultura instalada no parque, mas sem sucesso. Ficou uma foto mais ou menos, hehe.
Vista Chinesa no parque da Luz
Manola discreta na foto

Deusa Diana no Parque da Luz
EIS QUE, enquanto corrida pelo parque, encontro com Diana, em um laguinho ao fundo. A mitologia me encanta demais, e quando vi Diana no parque, notei que tinha tudo a ver com o parque da Luz, e com amigas que conheço e ouvi um pouco sobre a história delas e suas expectativas:

DIANA  é a Deusa da lua e da caça: Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Apolo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. É engraçado como esse "mito" reflete a realidade e a perspectiva de vida de várias mulheres da atualidade, sem intenção de se casar ou ter relacionamentos, caçadoras e bravas, vão à luta para conseguir o que desejam, mas também absorvendo vários papéis durante o caminho (triformis dea).


Finda o parque, #partiu de volta para onde tudo começou: A Liberdade.

No caminho, passo pela rua das noivas, onde não há sinais de vida. Não há procura por vestidos no primeiro dia do ano, apenas os grafites pela cidade me acompanham em minhas passadas, e alguns automóveis que passam em velocidade elevada pelo centro, como se quisessem sair logo dali...


mural que Daniel Melim pintou perto da estação da Luz, com 33 metros de altura. Forte influência da Pop Art na região.

Love SP - Não existe amor por aqui, só existe o amor pela cidade! (Arte by Trapo)

E no meio do caminho, na ponte das noivas, eis que eu encontro A VIDA! #1UP! #WIN Faltou dar um pulo por lá pra agarrar essa vida, então deixei o savestate do lugar para voltar outro dia
A vida! 1UP. Super Mario
Entendedores entenderão

Mas e o que o Papai Noel está fazendo aqui, no dia 01/01/2013? Manolo, chegou atrasado! Perdeu! Mais um registro da cidade, e dos seus moradores que esqueceram que a data já passou ou que  estavam ocupados demais para avisar o papai noel que o Natal foi no dia 25 de Dezembro. DEVIDAMENTE CLICADO!

Voltando para a liberdade, eu sei que o trajeto não é tão perto assim. Antes preciso passar pela 25 de março e seu alvoroço de gente, cheias de sacolas e quinquilharias. Eis que entro na região e....

WTF 25 de Março? Vazia???
Rua 25 de Março
Tudo fechado! Ninguém pelas ruas (até este momento) e a inexistência de carros

Rua 25 de Março
Como? Como?

Rua 25 de Março

Ah, agora sim! Sempre eles pela região da 25: Os chineses. Só que não estavam com a intenção de vender algo ou negociar. Parece que até eles, no primeiro dia do ano, resolvem descansar e caminhar para encontrar com seus familiares pela região. Mesmo assim eu admiro muito os orientais, pois vários deles aparentemente estavam arrumando as mercadorias e organizando as lojas, para o dia seguinte. Eles não brincam em serviço, trabalham duro e parecem não parar para descansar, só para arrumar as coisas.

Mercado Municipal e Mercado Kinjo Yamato

Vista do Mercado Municipal (à esquerda) e do Mercado Kinjo Yamato (à direita). Ah, você nunca ouviu falar do Kinjo Yamato? É possível que tenha ido de carro e entrado diretamente pelo estacionamento do mercado municipal, mas quase em frente ao Mercado Municipal Paulistano funciona um mercado que ainda cumpre a sua função original, abastecer a região com frutas, verduras e legumes para a região.O mercado municipal não cumpre mais esta função, sendo reconhecido atualmente pelos restaurantes e bancas elitizadas de especiarias.

Sobre o Mercado Kinjo Yamato, a cobertura (que é tombada pelo patrimônio) veio da Escócia e sua finalidade era cobrir uma estação de trem que ficava no Anhangabaú. Como não rolou, posteriormente veio para o atual local.
O Mercado Kinjo a princípio deu suporte para a construção do Mercado Municipal Paulistano (então inaugurado em 1933). Em 1936 Inaugurou O Mercado Kinjo Yamato especializado em hortifruti.
O nome do Mercado se deu em homenagem ao primeiro imigrante japonês com título de dentista, título superior. Em 2007, foi feita a retirada do asfalto, colocado indevidamente em outras administrações encima do paralelepípedo original (entrem para notar a diferença com o piso original, de época). Atualmente o Mercado já compõe outros ramos de atividade como: peixaria, lanchonete, doçaria e floricultura. A função de abastecimento praticamente inexiste, sendo grande parte do volume comercializado a granel.


E mais ruas vazias. RUN!

Mercado Municipal Paulistano
Para quem quiser pesquisar no Google Maps, o endereço é R. da Cantareira, 306 - Sé, São Paulo, SP, 01024-000, Brasil

Mais uma cena no melhor estilo "Eu sou a lenda", um filme pós-apocalíptico de ficção científica e suspense de 2007, dirigido por Francis Lawrence e estrelado por Will Smith

Rua 25 de Março
Rua 25 de Março, quase sem vida. As decorações de Natal ainda existem, pois reza a tradição que só precisam ser retiradas após o dia 5 de Janeiro

Mais cor, por favor!

Rua 25 de Março X Ladeira Porto Geral
Papai noel Gigante entre a ladeira porto geral e a rua 25 de março. Apenas ele acompanha as minhas passadas pela região, e o vento nos acompanha até a liberdade.
Enfim,quase lá, mais algumas ladeiras, a passagem pela Igreja da Sé e atravessar a rua (com os bloqueios da Ciclofaixa) para chegar à praça João Mendes, e (aí sim), chegar ao final do treino. Quase que por coincidência, os 13K finalizaram exatamente na praça da Liberdade, onde eu costumada ir quando era mais Jovem, e por onde passei no começo do treino. Uma grande parcela das pessoas que estavam frequentando eram senhores e senhoras nipônicas, conversando tranquilamente enquanto grupos de chineses marcavam encontro próximo a um orelhão estilizado com a imagem e uma Gueixa, no melhor estilo oriental. Na frente deste orelhão, coreanos compravam verduras e legumes para o almoço, e alguns jovens estavam sentando nas árvores artificiais de natal, esperando alguém ou algo chegar.
Foto final do treino: banca de Jornal da Praça da Liberdade. Um grafite de mangá exposto e a tranquilidade da praça. Logo abaixo (à direita), um morador de rua pedia esmola à um rapaz oriental, aparentemente fazendo sua primeira refeição do dia. Ele tirou algumas moedas do bolso e lhe deu de bom grado. O morador partiu dali. Um pouco mais abaixo, um casal trocava carícias nos bancos da praça, e outras pessoas com seus filhos aguardavam o tempo passar.


Resumo da manhã: 13K percorridos na selva, com registros fotográficos e a vista da realidade da cidade que amamos e vivemos. 
Eu uso dois programas para monitorar meus treinos. Um deles é o Endomondo, que até me rendeu uma reportagem no Estado de São Paulo. Só que ele é mais fraquinho, e todo o meu histórico desde as primeiras rodagens estão no Sports Tracker, que é o meu programa de coração e que gosto muito, mesmo quando ele fecha sem querer me deixando sem mercação de rota. Por isto que uso o Endomondo em paralelo. Uma das coisas mais importantes que aprendi enquanto trabalhei com informática é: TENHA REDUNDÂNCIA. Uso os dois programas, pois no caso de um deles falhar, eu mantenho os dados no outro para poder saber o quanto já fiz e quanto devo terminar o treino.



Este foi o registro da minha primeira corrida de 2013. Demorei um pouco para fazer esse post, pois era pra fazer algo muito melhor do que vinha fazendo. Isso é correr: Deixar sua mente ir longe, conhecer novos lugares, passar por lugares já conhecidos, e conhecê-los novamente. A cada passada, uma perspectiva diferente do lugar lhe é apresentada. Os limites são seus, você pode ir até onde quiser, desde que tenha vontade e siga em frente. Assim eu recebo 2013, de braços abertos e com perspectivas renovadas. Depois de um 2013 um pouco traumático no que diz respeito a relações afetivas, re-encontrei (como de costume) na corrida motivação para seguir em frente e segui outros caminhos. Assim é a vida, e a corrida imita a vida. Ou será o contrário.
QUE VENHA 2013 E TODOS OS SEUS KM'S
#KEEPRUNNING

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