segunda-feira, 16 de julho de 2012

Runnaholics #83 Recarregar as baterias (Não as suas, e sim do seus Gadgets!)

Eu tenho um problema sério com baterias: Elas SEMPRE me deixam na mão. Sou um cara viciado em tecnologia e convergência digital. Sempre procuro me atualizar do que está acontecendo e de novos recursos e Apps que podemos usar para compartilhar experiências e atividades. Na corrida não poderia ser diferente. Toda noite antes do treino, preciso me certificar que meu celular está 100% carregado para o dia seguinte. 
Quando vou fazer uma prova então, não basta apenas dar gravar o percurso: Tem que dar Check-In no evento, bater uma bela foto no pré-prova e mandar ver na edição no Instagram (Correr é a parte mais fácil da prova, hehe). Mas como tudo que é bom, isso dura pouco. Há anos que o processamento dos celulares vêm aumentando exponencialmente, porém a duração de suas baterias não acompanham esse desempenho. Sempre estão aquém das necessidades humanas (cada vez maiores).
Se você for correr em algum lugar que não conhece, e ainda por cima usar o GPS do aparelho para chegar, então boa parte da bateria acaba mesmo. E não adianta dizer que é problema só do Android: Amigos que possuem o iPhone (iOs) também sofrem do mesmo problema.
Você chega na prova, lembra que tem um amigo no evento, manda um whatsapp pra ele, marca o ponto de encontro pelo twitter e confirma a presença no facebook. Haja bateria pra tudo isso!!!
O que eu tenho aprendido nestes últimos anos? Se você quer que sua bateria aguente o tranco, desative a internet! É isso mesmo: Use o necessário para encontrar seus amigos, iniciar a prova e depois desative o 3G. Talvez muitas pessoas não saibam, mas a conexão com o GPS no celular não necessita do sinal 3G para funcionar. O 3G apenas facilita a conexão com os satélites para que você possa "conectar" o GPS e seguir seu rumo. Em provas de 5 ou 10K, talvez você nem perceba o consumo da bateria, mas caso tenha que fazer percursos maiores (15, 25 ou mais KM´s) vai chegar uma hora que você vai olhar para o indicador de bateria e falar: "Putz, e agora?".
Eu tenho percebido muito bem essa necessidade de recarregar as baterias nos meus treinos de Bike, que variam entre 2 e 5 Horas (de 40 a 100KM´s).
Muitas pessoas ainda usam somente o frequencímetro ou um relógio com GPS. Durante anos foram os únicos acessórios que os corredores tinham para marcar seu desempenho e monitorar seu exercício. Com o advento dos primeiros programas para celular orientados à prática esportiva (Já falei lá no meu Blog pessoal em 2009 sobre o Nokia Sports Tracker), os celulares passaram de coadjuvantes nas corridas (antes restritos a players de música e rádio FM) a atores principais nos treinos e competições (Afinal de contas, que não tem um celular?).
A grande diferença entre os aplicativos e os relógios com GPS era a possibilidade dos relógios medirem sua frequência cardíaca, coisa que o celular nunca iria conseguir fazer. Nunca? Hoje em dia há acessórios especiais com tecnologia Bluetooth que transmitem os dados para o seu celular com a ajudar de aplicativos para isso.
Aliás, esta conexão também consome uma bela quantidade da carga do seu celular. E agora, como isso pode ser resolvido? Haveria a possibilidade do seu celular ser recarregado enquanto você pratica atividade física. Ou melhor: Será que a sua atividade física pode gerar energia para o seu dispositivo?
EIS QUE uma empresa americana que pesquisa formas alternativas de energia através de fontes renováveis está desenvolvendo um chip que pode converter o calor do corpo humano em energia elétrica. De acordo com o site da empresa, através da tecnologia TEGWear, a diferença entre o calor do corpo humano e o contato com a superfície do dispositivo pode gerar energia termoelétrica suficiente para recarregar dispositivos de baixa voltagem. Uma triste notícia: essa tecnologia ainda não gera energia suficiente para recarregar um aparelho celular (Até o momento somente Gadgets como frequencímetros, pedômetros e pequenos dispositivos).
Até 2014, a empresa pretende disponibilizar relógios, pedômetros e cintas que utilizem essa tecnologia. E estão procurando empresas que ajudem a financiar pesquisas de desenvolvimento para a melhoria deste dispositivo.
Será que em um futuro próximo teremos dispositivos (que necessitam de uma boa dose de energia) que podem ser recarregados a partir do nosso desempenho? Isso seria fantástico, visto que temos vários ultramaratonistas e bikers que fazem grandes distâncias, e energia a mais é sempre bom, né? Tanto para nós quanto para nossos aparelhos.

3 comentários:

Celso Braga disse...

Eu não sou tão viciado em tecnologia, mas não consigo correr sem meu iphone e nike plus. A marcação de calorias ritmo e histórico é útil. Mas realmente a bateria é um desafio, normalmente eu deixo carregando a noite toda para aguentar uma corrida de 10k. Já vi os relógios que tem tudo mas nunca usei. Vamos ver se no futuro a coisa melhora. Obrigado por compartilhar esta.

Celso disse...

Estou na corrida de rua sempre.

Ismael Paulo Santos disse...

Muito bom o seu relato Celso. A gente acostuma tanto a registrar as corridas que depois de um tempo fica difícil correr sem o aparelho. Eu já tive alguns relógios, mas asseguro que os smartphones de hoje possuem mais recursos que estes aparelhos. Nos vemos nas provas aqui de São Paulo meu caro.
Att,