terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Esporte x Negócios

Hoje tive uma reflexão interessante sobre o crescimento da corrida de rua, sendo hoje o segundo esporte mais praticado do país.

Seria a organização de maratonas um grande negócio? Estaria o atleta recebendo o tratamento adequado?

Diversos pontos de vista foram observados, alguns peculiares, mas creio que não devam ser mencionados aqui, pois opinião forma ou pode formar opinião.

Quero tentar falar sem tomar partido por mais difícil que seja, mesmo ciente que o simples fato de escrever aqui já demonstre que em um dos lados eu estou, mas não pretendo ser objetivo neste aspecto, ciente que ao final da leitura isto ficará claro.

Estive analisando as provas que fiz este ano e pude notar algumas diferenças entre as empresas organizadoras.

Devemos levar em conta que toda corrida é patrocinada, seja por órgãos públicos ou privados. Mas porque tamanha diferença no evento?

Será que a necessidade de lucro tem se destacado perante o esporte? Será que os custos estão sendo mal geridos por algumas empresas?

Todas essas perguntas ficam sem resposta para mim, e talvez para a maioria dos atletas.

O que acho importantíssimo é que todos os atletas valorizem seu investimento, se a empresa A não oferecer o tratamento adequado ou não fizer jus ao seu investimento, exclua-a da sua lista de opções. Valorize quem te valoriza como atleta, como cliente, como consumidor.

Existem excelentes organizações, provas, percursos, trajetos, saiba que você pode selecionar quem lhe oferece serviço.

Nós praticantes não podemos ver o esporte como negócio, pois nós o praticamos por muitos motivos e nessa lista nunca terá o fator negócio.

Pense, você atleta é sempre quem deve dar a última palavra.

Um comentário:

Gustavo Abade disse...

O corredor acho que já está se colocando na posição de cliente, e prioriza algumas provas por diferentes razões. na minha opinião estamos vivendo um bum dessa atividade comercial, devido a grande oferta de corredores. Porém tenho a impressão que a seleção natural (ou comercial), já está começando e apenas as empresas que demonstrarem maior preocupação com o cliente (corredores) permanecerá no mercado.