domingo, 2 de outubro de 2016

2016-10-02 - 12k Treino Ibirapuera - Vila Madalena - Bela Vista

Acordo com o alarme "Corrida Bravus". É o nome que está registrado o alarme das 5:30 da manhã. Esse aí é o mais difícil de todos. Ouço um sonzinho que mais virou música de fundo do fim do meu sono. 5:30am mas nunca se concretiza: só pelas 6:00am é que esboço alguma reação de levantar da cama. Outros anos já foram melhores, 5:30 era 5:30 e ponto! Hora de levantar! Mas os desajustes dos últimos meses me fizeram mais lazy que o normal. Isso porque o fds é muito curto para comportar séries da Netflix, baladas na sexta e no sábado, cursos de estatística e programação avançada e ainda mais corridas matutinas no domingo. Se você não se regrar, a vida te leva fácil...
Mas eu não sou de ir com a vida, me levando. De forma alguma! 6:00 desliguei os alarmes (tem um das 6am que também não "funciona" na semana), vesti a roupa que estava separada no dia anterior, só juntei os trecos (celular, fone, documentos e câmera), dei um tapa no cabelo (não estava nos melhores dias) e parti. Pra quem mora em Interlagos, um treino na região central exige pelo menos 40 minutos de rodagem pra chegar bem no Ibirapuera e proximidades. Mas Isma, porque não Interlagos? Amigo, qualquer dia desses venha treinar por aqui para você ver...
Bem, às 6:30 já estava na rua, e em torno de 7:00~7:15 já estava no Ibirapuera, pronto pra mais uma saída. Ultimamente o Ibira tem se tornado mais um checkpoint do que o parque para se treinar de fato. Não gosto de lugares fechados, cercados, etc. Por mais que tenha ar puro, asfalto bom, o que me interessa é ver a cidade e suas novidades.
Como sempre, sem cronograma definido, a escolha de hoje foi em direção da Vila Madalena: há muito tempo que não fazia esse tipo de treino, à revelia dos passos num domingo de manhã. Mais uma vez agradeço à Vivian por ter me ajudado a dar um reboot na vida corrida. Hoje vim com novidade. Algo que estava planejando a um tempão e não tinha como "viabilizar": correr munido da Go-Pro nos treinos. Quem me conhece sabe que eu não faço só corrida, minha corrida tem que ter foto, e foto tem que ser boa. Não vale foto tremida ou de qualquer coisa: sou chato pra isso :P . Então nada melhor que uma Go-Pro pra correr e tirar foto pela cidade, correto? ERRADO! Quem conhece Sampa sabe que não se pode correr por aí às 7 da matina do domingo com uma Go-Pro pendurada no peito ou na cabeça. Não, cara: não faça isso. Se for em uma corrida organizada e tal, tudo bem, mas não faça isso nas ruas desertas de Sampa. Mas como tive uma grata surpresa ao ter comprado meu último short para correr (post aqui), agora consigo correr com a câmera devidamente segura no bolso do shorts.
Daí o que seriam 5km, pois estava com dor de cabeça, viraram 12k, com direito à Vila Madá, eterno trecho bem vindo nos treinos para umas fotos do que tem de novo em Sampa. Até aí tudo bem, o que eu não esperava é da surpresa de hoje ao chegar na Doutor Arnaldo, quase no finalzinho do treino. Observei alguns grafites em um túnel, bem bacanas, e me aproximei para tirar fotos de alguns. Me recordei que vi alguns posts de gente que sigo no insta comentando sobre um mega projeto em um túnel. Associei, e putz: estava no lugar certo na hora certa no km certo. Esse aí era o túnel Noite Ilustrada, e uma galera profissional fez uma série de intervenções urbanas nesse túnel, dando cor à essa parte cinzenta da cidade que são os túneis. Resolvi adentrar e ir em frente até a Avenida Rebouças, e o que recebi hoje foi uma grata surpresa que não esperava nesse treino:

Corrida de Rua - São Paulo
Entrada do túnel Noite Ilustrada

Corrida de Rua - São Paulo
Mural de uma agência digital em Sampa


Corrida de Rua - São Paulo
O problema de não planejar direto o percurso é ser pego de surpresa às vezes, e entrando em ruas onde a única saída é uma baita ladeira. Aí você escolhe: ou volta para trás, e escolhe outro caminho, ou enfrenta a subida e segue em frente. Missão dada é missão cumprida! Para quem corre pela região da Vila Madalena, sabe que subida faz parte do percurso. Até essa aí da foto, que não me recordo o endereço, era uma delas.

Corrida de Rua - São Paulo

Corrida de Rua - São Paulo

Corrida de Rua - São Paulo

Corrida de Rua - São Paulo
Correr pela Vila Madalena é sempre um deleite para os olhos de quem curte artes gráficas e intervenções urbanas. A cada esquina você pode ser surpreendido com grafites de alta qualidade, murais inteiros preenchidos pelas mentes mais criativas de Sampa e as vezes até um negócio criativo com uma fachada diferentona, como a da foto abaixo:

Corrida de Rua - São Paulo

Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo
Dentro do túnel, com gratifes assinados por artistas urbanos de Sampa. Consegui um efeito bacana lá dentro contrastando com uma saída de ar do túnel


Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo
A entrada do túnel já sinalizava que tinha arte lá dentro :)

Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo

Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo

Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo

Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo
Saí de lá com quase 100 fotos registradas! Claro que não vou postar todas aqui (escolhi as melhores), e é engraçado ver como isso só é possível se você realmente for correr lá dentro. Claro que no cotidiano, dentro do seu carro, você consegue ver boa tarde deste trabalho, mas te garanto que só com uma corrida dessas você pode admirar cada detalhe das obras. Vale a pena o treino, saí de lá, e enquanto tomava café, descobri outra coisa coisa legal: agora o app da Nike de corrida tem stickes, totalmente relacionados à corrida, e eu aproveitei para fazer umas montagens aqui também. 


Túnel Noite Ilustrada - Corrida de Rua - São Paulo


Intervenção no viaduto Doutor Arnaldo
 
O resultado: 12km's devidamente fechados (não me pergunte o pace, pois estava passeando, rs) com direito à muitas fotos da cidade. Enfim os treinos estão voltando, depois de alguns meses hibernado.

Starbucks Alameda Santos - Corrida de Rua
E por fim, como de praxe, um café da manhã pra fechar o treino.

Nova aquisição: Shorts Nike 7" PHENOM 2-IN-1


Ontem eu estava passeando pelo Shopping Morumbi, quando entrei na Nike Store
despretensiosamente. Claro, tinha em mente comprar um novo shorts, porque os meus já devem ter mais de 1 ano de uso, mas sem muita intenção de compra. Estava procurando um shorts que ao mesmo tempo que tivesse bons bolsos, não tivesse muitos bolsos! Rsrs. Calma, aqui me explico: como eu corro com os documentos e a chave do carro, queria um shorts que não tivesse aquela aparência de bermudão, mas também que não fosse um porta treco e nem tão minimalista que não me permitisse carregar nada, porque eu carrego. Então, sempre que escolho shorts, é um parto achar um que me atenda bem.
Então, foi aí que na loja da Nike encontrei um chamado NIKE 7" PHENOM 2-IN-1 (Na verdade na loja ele não tem nome, só no cupom fiscal). No expositor ele não chamou muito a atenção, mas aproveitei que o Rodolfo me atendeu e falou um pouco sobre ele e aproveitei para testar.
Na boa, levei dois modelos: um mais simples (cueca interna padrão da nike e bolsos externos) e o Phenom. Não tive dúvida: PHENOM 2 em 1 na cabeça!
Deixa eu explicar porquê: antes de tudo ele tem uma bermuda de compressão interna, muito confortável quando você prova, com micro furos que não deixa aquela sensação de ser "empacotado" enquanto está em movimento. Eu nunca tive um shorts desses, mas uso muito só bermudas de compressão quando ando de bike ou quando faço a Bravus Race, e senti a diferença ao usar essa da Nike. Claro, esse tipo de bermuda só é possível se você usa o short por cima, por isso considero esse produto como uma compra de dois itens: o Short e a Bermuda de compressão.
Outro ponto que eu gosto nos shorts da Nike é que o fundo do shorts é mais baixo, sendo muito mais confortável e parecido com uma bermuda mesmo. Além de ser feito num tecido dri-fit que se adapta ao corpo, permitindo maior liberdade de movimento sem incomodar.
Agora o ponto matador desse short ficou por conta dos bolsos: Três bolsos, sendo um interno e dois externos, mas que são bem discretos e na medida para carregar o que é preciso para correr na cidade.
O bolso do lado direito possui 7cm de largura por 15cm de altura, o que deve comportar um iPhone 5s tranquilo, no meu caso pude usar com os documentos, cartões e a chave do carro. A vantagem é que sendo com zíper, você não precisa se preocupar ao se movimentar se com o chacoalhar da corrida algo não caia e você não veja. Use-o para pertencer menores e de valor. O bolso interno fica na parte traseira do shorts (diferente dos últimos, em que ficava mais ao lado do corpo). Nele você pode carregar os géis de hidratação ou as chaves também, mas ele é de tamanho reduzido: 5cm de largura por 9cm de altura.
Agora o bolso que eu mais curti foi o bolso do lado esquerdo (por sorte, também sou canhoto, hehe). Ele é bem discreto, costurado internamente em formato de bolso (sem zíper), mas com um elástico na saída, fazendo que você possa colocar itens mais volumosos dentro sem o receio de que com o movimento da corrida eles venham a cair. E porquê eu achei esse bolso a melhor coisa desse shorts? Porque ele tem o diâmetro perfeito para comportar uma Go-Pro com a caixa estanque dentro dele!!!
Claro que na hora da compra eu não tinha pensado nisto, mas ontem ao preparar as coisas para o treino de hoje, fui testar em colocar a câmera dentro desse bolso (vestido), e para minha surpresa eu fiquei confortavelmente com a sensação de que a câmera nem estava lá! Esse bolso mede 7cm de largura por 12cm de altura, mas como tem área interna maior por não ter zíper, aqui nos teste coube até o iPhone 6s! Ah, a parte do botão home ficou para fora, mas 95% do aparelho está dentro. No bolso com zíper você pode colocar um iPhone 6s tranquilamente, testei e deu certo (não estou usado nenhum case para este teste).

Foto do bolso direito (com zíper) com iPhone 6s. Coube totalmente dentro do bolso, esta parte exposta vai acima do zíper, que tem proteção para não arranhar os aparelhos.

NIKE 7" PHENOM 2-IN-1 MEN'S RUNNING SHORTS

Foto bolso esquerdo (elástico) com GoPro. Também comporta o iPhone 6S, mas uma pequena parte do aparelho fica para fora do bolso.

NIKE 7" PHENOM 2-IN-1 MEN'S RUNNING SHORTS


NIKE 7" PHENOM 2-IN-1 MEN'S RUNNING SHORTS

Como eu não sou nada ansioso, hoje fui treinar com ele para ver como é, e realmente me senti muito confortável, mesmo carregando as chaves do carro, documento e a Go-Pro (Posts mais tarde sobre esse  treino) nesse short. O celular eu carrego na braçadeira, então não precisei utilizar os bolsos para isso. A bermuda compressora realmente faz diferença se comparado com aquelas proteções parecidas com cuecas dos shorts comuns. Se você corre com frequência, vale a pena investir pelo menos em 1 shorts desses. Vendo o site gringo, algumas pessoas reclamaram de que o tamanho vendo não é compatível com o tamanho do Shorts. Bem, eu comprei o Shorts tamanho M e apresar de parecer um pouco mais justo que a média (talvez pela sensação da bermuda compressora), ele serviu muito bem e não me causou nenhum desconforto em 12km's de corrida. Outros usuários também recomendam para o uso no cross-fit, garantindo liberdade de movimento.

Ah, o detalhe da bermuda interna também é muito bacana:
NIKE 7" PHENOM 2-IN-1 MEN'S RUNNING SHORTS

Resumindo, esse shorts foi minha última aquisição e devo confessar que é difícil eu ficar satisfeito com um produto, mas esse daí superou minhas expectativas. Agora tenho como levar a Go-Pro para os treinos sem muitas peripécias como colocar suportes no corpo, etc. Muito válido para quem treina na cidade e tem dificuldade de achar vestuário com bolsos discretos e úteis.
Agora vocês vão poder conferir os próximos posts bem mais ilustrados graças a essa ajudinha aí!
PS: Esse post não tem nada de pago nem incentivo algum pela Nike. Só resolvi fazê-lo porque é muito difícil achar shorts de corrida de boa qualidade e com suportes bacanas ;)
Mais infos na loja da Nike no Shopping Morumbi ou no site deles.

sábado, 24 de setembro de 2016

#MusicOfTheDay Kasabian - Shoot The Runner

Musiquinha para descontrair o sábado:

Shoot The Runner



Shoot The Runner

Shoot the runner,
Shoot, shoot the runner,
I'm a King and she's my Queen.

Shoot the runner,
Shoot, shoot the runner,
I'm a King and she's my Queen.

Dream,
Dream again in your way,
Always knew that you would,
Loose yourself to the scene,
Am I only a dream.

Shoot the runner,
Shoot, shoot the runner,
I'm a King and she's my Queen, Bitch.

Bang,
Bang away with my Chang (My Chang),
Always know that I can,
Get you onto the floor,
Absinthe make you a whore .

Shoot the runner,
Shoot, shoot the runner,
I'm a King and she's my Queen.

Shoot the runner,
Shoot, shoot the runner,
I'm a King and she's my Queen, Bitch.

Kings,
Kings may come and then go,
By this sword you must know,
That all things come and then pass,
Live your days like the last.

Ahh-ah-ah-ah-ah-ah,

And your my Queen, sing it,
Shoot, shoot the runner,
'Cause i'm a King and your my Queen, Bitch.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

2016 03 Março - Treino Internacional: Colômbia

Fui pra colômbia esse ano, treinei e não postei, rs. Havia esquecido de atualizar o Blog aqui. Para quem falava que é difícil correr por lá, por conta da altitude, não achei nada diferente de correr por aqui não. Exceto pelo transito das 7 da manhã, foi ótimo conhecer as ruas de Bogotá, com suas calçadas largas, alguns desníveis maiores do que daqui de Sampa mas de resto foi tranquilo:
Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

Treino em Bogotá, Colombia - Corrida de Rua

2016 03 Março - Bravus Race Etapa Speed - São Paulo

Opa! Achei aqui algumas fotos da Bravus Speed, que aconteceu esse ano no Jockey Club de São Paulo:
Bravus Speed - São Paulo - Corrida de Rua

Bravus Speed - São Paulo - Corrida de Rua

Bravus Speed - São Paulo - Corrida de Rua

Bravus Speed - São Paulo - Corrida de Rua

2016 02 Fevereiro - Treinos

Pra quem disse que tava fora, até que fazendo uma micro-retrospectiva desse ano eu corri algumas vezes (Poucas, mas corri):
Treino Ibira - Marquise do Ibirapuera

Treino Ibira - Marquise do Ibirapuera

Treino Ibira - 10k - Corrida de Rua

Treino Elevado Costa e Silva - 10k - Corrida de Rua

Treino Ibira - 10k - Corrida de Rua

Treino Ibira - 10k - Corrida de Rua

domingo, 18 de setembro de 2016

A corrida, os vacilos e a ironia da vida

Corrida, elemento essencial para o homem. Atividade número 1 da vida humana, quem nunca correu? Seja por necessidade, vontade, diversão ou perigo? Correr faz parte da natureza humana assim como respirar. E mesmo assim, às vezes ficamos sem ar...
O que vou contar aqui é a mistura da corrida com a perda do ar, expectativas erradas, como a vida é uma caixinha de surpresas (para o bem e para o mal) e como uma situação inusitada me fez voltar às atividades.

Fui ver o blog esses dias e vi que minha última postagem por aqui data de  Dezembro de 2015, wow! Muito tempo já se passou, não necessariamente muitas corridas, mas foram quase 9 meses de dieta dos posts que já estavam em ritmo desacelerado. E sim, a culpa foi totalmente minha: para os que já acompanham o blog há algum tempo, puderam notar que os últimos anos foram mais dedicados à vida profissional do que para a atividade física. Não é uma escolha boa, mas em alguns momentos temos que tomar decisões que aparentemente não são das melhores, mas que no longo prazo podem ser vistas como as mais coerentes.
Durante estes meses eu realmente reduzi muito o volume de treinos, parei de correr aos sábados e mal tinha vontade para dar aquela corrida de domingo revigorante, por mais saudável e boa que eu sei que é.
Acontece que eu estava numa pegada muito forte, devido à toda essa crise que assolou o país nos últimos anos, o esforço para manter os negócios em dia foi maior ainda, tendo que ter criatividade, bolar planos de recuperação e ações que não poderiam esperar anos para serem feitas, senão o negócio afunda, e aí eu não tinha pique para fazer nada depois do horário, e muito menos nos fins de semana, que já estavam bem ocupados com outros cursos de extensão e estudos dos mais variados.
EIS que, em maio deste ano, tive uma experiência que me fez mudar a forma de ver as coisas...
Como todo bom solteiro, eu estava cadastrado nestas redes de relacionamento, e lá em 2015, tinha visto uma garota na timeline que me chamou a atenção: sorridente, aparentemente carinhosa e com fotos muito bem feitas. Como o seu insta estava linkado no perfil dessa rede, acabei vendo as fotos dela e de cara me atraiu muito seu estilo alegre e descolado de viver a vida. Suas fotos em muitos lugares diferentes, fotos sempre coloridas, e um sorriso que me encantou à primeira vista. Claro, fui obrigado a segui-la no insta, mas ao voltar para esta rede de relacionamentos, notei que o like que eu dei não foi correspondido, mas como eu não tinha expectativas de ser mesmo, segui a vida e toquei a vida normalmente.
Suas fotos eram sempre encantadoras, e o que me chamou a atenção: ela corria! Muitas fotos de provas em SP, medalhas e mais medalhas, e aí comecei a relembrar quando eu era fanático por provas de fim de semana. Taí um daqueles momentos que pensamos: e se desse certo...
Mas como não havia muita frequência nas postagens, minha vida seguia normal como sempre foi nos últimos meses: muito trabalho para distração, algumas saídas e encontros com os amigos e galera da última facu. O trabalho estava me ocupando praticamente o dia todo, havia pouca margem para treinar, sair ou me divertir e isto estava começando a me fazer pensar sobre o real sentido da palavra "viver".
Foi então que, lá pelo fim de maio, estava eu novamente nesta rede de relacionamentos dandos os famosos swipes para a esquerda quando essa garota apareceu. Como eu a acompanhava no Insta, tinha percebido que neste ano ela já estava namorando. Mas agora ela estava por aqui... então... SIM! Ela estava solteiraaaaaa \o/
A expressão foi meio essa mesma, alegre por algo que provavelmente tenha sido triste para ela e o par. Eu a admirava bastante, mas sem expectativas de algo mais. Resolvi dar o swipe para a direita, confirmando que eu gostava dela. Através dessa rede, só podemos saber que a outra pessoa também te interessa se você também mostra interesse por ela, então eu estava tranquilo, pois pensava: Nunca que vai dar match entre eu e ela. Estava em minha zona de conforto.
Foi aí que o mais improvável aconteceu. Um belo dia, recebi uma notificação de que havia um match pra mim. Talvez fosse alguém que eu tivesse dado like na noite anterior, ou qualquer outro dia, e deixei para ver depois, pois estava trabalhando. Foi aí que, no fim do dia, quando acessei o App, tive a grata surpresa: a gata também havia confirmado interesse pela minha pessoa. Pensei: Meu, quando é que isso ia acontecer??? Não pode ser!!! E foi...
... Eu, não acreditando muito no porquê daquele match, deixei para conversar alguns dias depois, esperando um unmatch ou algo assim, uma mensagem do tipo "desculpe, foi engano". Mas não foi, rs. Resolvi puxar conversar depois de alguns dias, e me lembro bem que estava muito receoso, pois desde o início pensei comigo mesmo: "Isma, você vai se machucar, não siga em frente com isso". Mas o teimoso aqui, como sempre, segue o seu instinto e inicia o bate papo.
Começamos a conversar e, como algo mágico, comecei a perceber tantas similaridades em nossos gostos, preferências e fluxo que me deixar levar pelo estilo dela, mais jovial, social media e despojada. Conversávamos altas horas da noite, mensagens de áudio, muitos assuntos, viagens, gostos e experiências. Comecei a criar naquele cara que não esperava muito das pessoas uma esperança de que finalmente tinha encontrado alguém que eu combinava.
Os dias foram passando após maio, os bate papos aumentando e nos adicionamos a praticamente todas as redes sociais em que estávamos cadastrados. Parecia que tudo ia bem sob a minha perspectiva, foi então que decidimos nos encontrar, e não foi nada mais nada menos que um passeio de bike por aí.
Poxa, depois de muitos anos, finalmente comecei a esperar que alguém realmente tinha os mesmos gostos que eu (Pedal, corrida, academia, cinema, cultura, etc.) e eu estava a poucas horas de conhecer essa pessoa especial. Pensei.
E então, na Paulista, marcamos para nos conhecermos e pedalar por ai.
Não posso dizer que não gostei: quando ela sorriu, pensei: "Poxa, você está aqui mesmo! Você é real!!!". Nos conhecemos e já fomos logo andar pela cidade, pois já eram 10 horas. Passamos praticamente o dia inteiro juntos, conversando (agora pessoalmente) sobre o que já falávamos virtualmente, mas agora era real, ela estava do meu lado, um pouco distante, mas estava. Foi aí que notei que a proximidade não era tão querida assim. Havia alguma barreira invisível que eu não conseguia entender muito bem, mas que estava ali. Seu sorriso não era dos mais alegres quando me viu. Realmente, aproveitamos bastante o dia, mas não havia "algo mais" ali entre a gente. Ao menos foi o meu sentimento...
Estava um pouco feliz e um pouco triste após isso: percebi que nos conhecermos foi bom, mas não foi "bom demais"! Talvez minha expectativa pudesse ter parado naquele dia, eu podia ter entendido os sinais que as coisas não iam passar daquilo e seguir a vida, mas o teimoso aqui mais uma vez começou a achar que podia rolar algo mais entre a gente.
Talvez aí foi o ponto crucial do meu erro: acreditar que podia dar certo. Por influência dela, voltei a correr com maior frequência, pois comecei a ver suas fotos passadas, e enquanto eu estava trabalhando, ela havia feito várias provas das quais eu também fazia, as havia abandonado por conta do vício de fim de semana: pesquisa e trabalho extensivo. Foi uma contribuição indireta que ela me fez monstruosa, pois eu não via mais motivos para continuar a correr, pois o meu modelo mental atual estava muito focado no mundo dos negócios.
Ela também é adepta da academia, e passou a me mandar um par de fotos em que ela estava na academia, treinando. E para piorar (ou melhorar), ela fazia a mesma rede de academias que eu. Pensei: "perfeito! E se treinarmos juntos, passarmos a praticar atividades em conjunto. Nossa, que demais".
Foi nessa pegada fitness que comecei a me apaixonar mais por ela. Isso realmente me fez criar uma vontade maior de voltar à academia, praticar mais voltar à vida. Aí entrou aquela parte que comentei um pouco acima das descobertas sobre viver melhor. Ela me mostrava um estilo de vida mais alegre, vívido e feliz, algo que eu já estava buscando a algum tempo. Muito embora eu sabia das minhas restrições com ela, eu ainda tinha aquele pequeno fio de esperança que algo daria certo.
Em paralelo, passei a atualizar o guarda roupa com roupas novas de corrida, os treinos aos domingo e na semana, e passei a me sentir mais feliz, as rotinas voltavam a ter um componente melhor em qualidade de vida: alguém para conversar no fim do dia, e as atividades físicas voltando a fazer parte do Outlook :P.
Na mente da gente, tudo é possível, não é? Pois é, eu sempre aprendo essa lição mais dia ou menos dia. O mundo das expectativas é bem traiçoeiro, ainda mais para quem tem muita criatividade ou espera demais de algumas situações.
Nossos contatos continuavam, bem. Fui ao segundo encontro, que não era fitness, mas foi muito agradável, conheci muita gente legal e conversamos por muito tempo também. Agora adivinhem qual foi o terceiro encontro??? SIIIIIIIIIIIIIIIIIM, isso mesmo: UMA CORRIDA!
Formos na Night Run que aconteceu na USP em agosto desse ano. Nossa, primeira corrida do ano em agosto, quem te viu quem te vê, hein Isma? Aquele cara que costumava fazer uma corrida por fim de semana agora demorou 8 meses para fazer outra prova (Não estou contando aqui as corridas da Bravus, gente). Pois é, além de tudo essa gatinha me fez voltar para a corrida de rua: como não amar assim???
Como ela não estava preparada para os 10k, eu não me opus de forma alguma de fazer os 5k junto com ela, até porque estava em ótima companhia, o tempo agradabilíssimo e eu tinha feito 10k da Bravus em São José dos Campos no mesmo dia, pela manhã.
Pronto: está formada a fórmula da apaixonite pro Isma: uma gata que gosta de marketing, que corre, pedala, faz academia, se cuida e quer um estilo de vida saudável, além de bonita e inteligente. O que mais eu queria? Nada, estava montado o meu arquétipo de mulher perfeita.
E então vem o capítulo do romance que o mocinho se dá mal...

Eu vinha nutrindo toda essa paixão por ela, mas a contrapartida não tinha nada de recíproco. Talvez porque, quando você está apaixonado, não consegue ver os sinais de negação (logo eu, muito estudioso dos sinais do comportamento humano, me deixei levar). Não havia a mesma empolgação na fala da época em que não nos conhecíamos pessoalmente, nos últimos meses eu que iniciava os assuntos e que procurava temas e conversas para falar com ela. Pelo lado dela, eu era uma pessoa que ela havia conhecido, mas que não atendia às expectativas. Pelo meu lado, ela era alguém por quem eu esperava por tanto tempo. Ah, românticos...

E os treinos estavam voltando à rotina: terça no Ibira, quinta no Parque do Povo, quarta, sábado e domingo na academia e domingo, corrida pela cidade. Voltei a fazer meus 10,15 e 20k que tanto estava acostumado. Até a alimentação eu passei a controlar mais depois das nossas trocas de fotos de pratos no melhor estilo #instafood.
Mas então, como num passe de mágica, agosto terminou, e com ele esse nosso "lance" por assim dizer. Nosso último encontro foi um pouco estranho, não havia nem nunca houve foto de nós juntos. Parecíamos dois desconhecidos andando pela cidade maravilhosa: eu com a minha paixão guardada no peito, e ela com um cara que conheceu por uma dessas redes sociais. Senti que não havia reciprocidade entre a gente, e senti na pele que o que eu estava começando a criar dentro de mim deveria ser destruído ali mesmo, sem expectativas de que algo desse certo.

Meu maior erro neste caso foi projetar o que me faltava. Comecei a desenhar uma garota na qual havia muito mais da imaginação do Isma, do que propriamente ela realmente sentia por mim. Não é a primeira vez que isto acontece, por isso, agosto foi um mês intenso de aprendizado, onde comecei o mês realmente muito apaixonado, e terminei definitivamente desacreditado no amor.
E o porquê do título "A ironia da vida"? Oras, foi através desta experiência desastrosa do amor que voltei pro mundo da atividade física. Na minha vida a corrida exerce funções alavancadoras em vários momentos, e neste caso, posso afirmar que uma triste história de amor não correspondido resultou no meu reencontro com a corrida de rua, de tudo que passei nestes quatro meses, foi a única coisa que ficou. Com isso, eu que sempre via muito mais o lado negativo destas histórias, neste caso fui obrigado a agradecer ao destino por ter me proporcionado uma situação que a princípio é irônica, mas me fez retomar um estilo mais saudável de vida.

Também passei a entender um pouco mais sobre socialização. O legado dessa garota em minha vida me fez ser mais acessível às outras pessoas, entender como contribuir com elas de modo a gerar algo positivo na comunidade e ao mesmo tempo se ajudar com o contato entre pessoas diferentes. Antes avesso à estes tipos de contribuição, durante este tempo me exercitei bastante no sentido de começar a ter experiências antes improváveis para o Isma, como ir à uma festa sozinho, participar de um encontro com desconhecidos, sorrir sempre que possível e levar uma vida mais light, sem a neura de ser sempre o primeiro ou o melhor.
Incrível como a corrida na minha vida é além de simplesmente por um tênis e sair por aí: a corrida permeia muitas da minhas experiências pessoais, boas e ruins e dessa vez um fator externo é que me fez voltar à ela. Se não fossem as fotos dela em tantas provas, sua dedicação por ter um estilo de vida saudável e suas medalhas, eu não teria passado por isso. Hoje não nos falamos mais, ambos estamos bloqueados em todas as redes em que nos adicionamos, e assim será pelo resto da vida. Ficam aqui os escritos e não ditos, e assim seguimos, correndo pela vida.
Isma,

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

São Silvestre 2015

Meio louco, de última hora, resolvi acompanhar a Juliana na São Silvestre 2015:

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

São Silvestre 2015 - Corrida de Rua

Corridinha bacana, bagunçada como sempre e muito focada em que não é de São Paulo pra correr. Vale a pena como diversão, sem pensar em forma alguma em fazer tempo (pois é gente por todo o percurso).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Seu Jorge muda estilo de vida e se torna adepto da corrida de rua

Olhaí o vídeo do Seu Jorge correndo pelas ruas de Santa Teresa, no Rio de Janeiro (Estive lá mês passado, é um lugar muito bacana para se fazer um treino!

http://globoplay.globo.com/v/4694557/

domingo, 20 de dezembro de 2015

Bravus Race 2015 - Etapa Speed

Passou-se tanto tempo sem participar de provas que eu acabei de fazer hoje a Bravus Speed (E o post anterior, de maio, falava da etapa Monster), hehehe.
Prova divertida, fazendo em grupo, ajudando os outros e sendo ajudado também. São apenas 5kzinhos, mas as provas fazem valer o tempo de prova (Que possivelmente não será menor que 30 minutos) :P. Para os desavisados, vale lembrar que levar luvas é sempre bom, além de não carregar celular ou outro objeto na prova pois há muitos obstáculos de contato com o chão, imersão total na água (muito gelada) e lama!

Bravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São PauloBravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São PauloBravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São PauloBravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São PauloBravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São PauloBravus Race - #SouBravus - Etapa Speed - São Paulo